MTE interdita pilhas de rejeitos da Sigma Lithium em MG por risco ambiental e à segurança
O Ministério Público do Trabalho e Emprego (MTE) interditou três das cinco pilhas de rejeitos e estéril da Sigma Lithium no complexo de lítio de Grota do Cirilo, em Minas Gerais, após identificar risco iminente à segurança de pessoas e ao meio ambiente. A decisão foi tomada no fim de 2025 e está relacionada a falhas nos parâmetros de segurança das estruturas.
Segundo os auditores do MTE, o fator de segurança das pilhas está abaixo do mínimo exigido (1,3), o que motivou a interdição imediata. O órgão alertou que a situação representa potencial de acidentes graves, com impactos humanos e ambientais relevantes.
De acordo com o delegado regional do Trabalho em Minas Gerais, Carlos Calazans, rupturas parciais já foram identificadas nas estruturas, que possuem cerca de 40 metros de altura. Em caso de deslizamento, os rejeitos podem atingir áreas a até 120 metros de distância, ampliando o risco para trabalhadores e regiões próximas ao empreendimento.
O MTE destacou que a medida tem caráter preventivo, com o objetivo de evitar tragédias semelhantes às ocorridas em Mariana e Brumadinho, reforçando que o órgão atuará sempre que houver indícios de risco à vida ou ao meio ambiente.
O Ministério informou ainda que a Sigma Lithium poderá adotar medidas corretivas, como a remoção de parte do material, o reforço das estruturas e outras adequações técnicas. Uma reunião entre auditores do MTE e técnicos da empresa está prevista para definir as condições necessárias para a eventual liberação das pilhas de rejeitos.
Em resposta, a Sigma Lithium afirmou que as estruturas estão dentro dos parâmetros de segurança, que mantém diálogo contínuo com o MTE e que não há impacto que comprometa a retomada das operações, reiterando seu compromisso com a segurança operacional e a conformidade regulatória.