AMIG

AMIG
Notícias

Frente Parlamentar da Mineração Sustentável debate situação da ANM

A Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil – AMIG, participou de reunião da Frente Parlamentar da Mineração Sustentável (FPMIN), realizada na Câmara dos Deputados, na quarta-feira, 26. Na pauta, a estruturação da Agência Nacional de Mineração – ANM, e Reforma Tributária na visão da Mineração, apresentada pelo IBRAM.

O diretor-geral da ANM Mauro Henrique Moreira Sousa apresentou as dificuldades que a Agência está passando, como a defasagem orçamentária e de pessoal, e o não recebimento dos 7% que deveria receber por Lei dos recursos advindos da Compensação Financeira pela Exploração Mineral – CFEM. A AMIG tem estado do lado da ANM, desde sua criação, em um esforço conjunto para reverter essa situação que tem prejudicado brutalmente os municípios mineradores.

O presidente da FPMin, deputado Zé Silva (solidariedade/MG), destacou o empenho da frente derrubar os vetos nº 5 e nº 64, que tratam da recomposição salarial e de pessoal da agência, além da reativação do FUNAM (Fundo Nacional da Mineração), responsável por financiar a prospecção mineral, estudos e pesquisas relacionados ao setor. 

“Com uma Agência Nacional de Mineração forte, teremos melhor fiscalização da atividade mineral e de autorização da exploração mineral, mais transparência nos processos e maior arrecadação do Estado”, avaliou Zé Silva.  

Os deputados Joaquim Passarinho e Pedro Aihara, membros da frente, também se mostraram engajados em fortalecer a ANM. Para Passarinho, “repassar recursos para a agência não é despesa, é investimento, pois, com a força de trabalho adequada, a ANM poderá arrecadar muito mais para estados e municípios”.  

Coordenador da frente no tema Legislação de Barragens, Aihara denunciou a fragilização no sistema de fiscalização das barragens. Ele explicou que, devido ao número reduzido de servidores da ANM, “é feita uma fiscalização restrita apenas a requisitos formais e não factuais, pois não tem como ter uma fiscalização eficiente se temos um fiscal para fiscalizar oito barragens, em três municípios diferentes, com duas em situação de risco iminente.”

O presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann falou sobre a reforma tributária e a mineração, e defendeu a criação de incentivos para o setor mineral e racionalidade na aplicação das tributações. O presidente destacou que o Brasil está em primeiro lugar na carga tributária de diversos minerais estratégicos, tanto para o agronegócio quanto para o desenvolvimento de tecnologias, como as necessárias para uma economia de baixo carbono.  

“São US$ 42 bilhões em exportações e 380 milhões de toneladas movimentadas nos portos brasileiros. Em 2022, a mineração faturou R$ 250 bilhões e arrecadou um total de R$ 86,2 bilhões em impostos”, expôs Jungmann.

Participaram também do debate, os deputados federais, Maria Arraes (Solidariedade-MG), Evair Vieira de Melo (PP-ES), Greyce Elias (Avante-MG), Keniston Braga (MDB-PA), Joaquim Passarinho (PL-PA), Vicentinho Júnior (Progressistas-TO), Augusto Coutinho (Republicanos-PE) e José Rocha (União – BA).

Publicações Relacionadas


Vereadores cobram punições à Braskem e reparações justas às famílias nos bairros afetados pela mineração
Notícias

Vereadores cobram punições à Braskem e reparações justas às famílias nos bairros afetados pela mineração

Mineração ilegal se consolida como eixo do crime organizado ambiental em MT
Notícias

Mineração ilegal se consolida como eixo do crime organizado ambiental em MT

Investimentos na mineração devem chegar a US$ 76,9 bilhões até 2030 e impulsionam projetos no Pará e em Minas
Notícias

Investimentos na mineração devem chegar a US$ 76,9 bilhões até 2030 e impulsionam projetos no Pará e em Minas

Bahia começa 2026 com mineração em ritmo acelerado
Notícias

Bahia começa 2026 com mineração em ritmo acelerado