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À AMIG não interessa a retórica, há tempos já estamos na fase da essência

“Não cabe mais o ledo ou melhor o estúpido engano de que é só a mineradora quem faz a mineração”, essa foi uma das pontuações feitas pelo consultor de Relações Institucionais e Econômicas da AMIG, Waldir Salvador, em sua participação no 8º Seminário da revista Brasil Mineral em parceria com a consultoria Integratio e o Sindiextra, intitulado Mineração &X Comunidades.

O evento realizado nos dias 14 e 15 de junho, no auditório da Federação das Indústrias de Minas Gerais – FIEMG, reuniu representantes de instituições principalmente aquelas ligadas ao lado “privado” da mineração para discutirem a relação da atividade com as comunidades onde acontece a exploração do minério.

Se para os organizadores do 8.º Mineração &X Comunidades, o evento seria uma oportunidade para se aprimorar a relação entre as empresas de mineração e as comunidades em que atuam. Já para o consultor da AMIG, “ficarmos apenas na teoria, na retórica é muito fácil, mas se a mudança não ocorrer na prática, nunca vamos tirar esse X da questão”, argumentou. “A AMIG já é uma entidade de 34 anos, parafraseando o escritor Mário de Andrade, a AMIG priva do valioso tempo dos maduros. Não nos interessa a retórica, nos interessa a realidade, o que acontece de fato”.

Waldir fez um relato lúcido e direto sobre a real situação dos municípios com a atividade minerária que ocorre em seus territórios e com aqueles impactados pela atividade, no que se refere principalmente a transparência e ética. Ele chamou a atenção para o desconhecimento dos municípios e da própria sociedade, sobre um empreendimento quando esse bate as portas das prefeituras. “Até mesmo os prefeitos ainda são surpreendidos quando começa as primeiras fases de um novo empreendimento minerário em suas cidades. Ou na maioria das vezes, ele só vai saber na hora de assinar a “declaração de conformidade ou não conformidade” para que a empresa possa desenvolver o seu projeto, respeitando a toda a legislação municipal, especialmente o plano diretor e as leis ambientais do município”, pontuou.

E rebateu as falas dos participantes, entre eles o presidente do IBRAM, Raul Jugmann, que questionaram a destinação dos recursos oriundos da Compensação Financeira pela Exploração Mineral – CFEM, alegando que ela precisa ser bem utilizada. Segundo Julgman, “a falta de uma boa aplicação da CFEM é que prejudica a imagem das mineradoras perante a sociedade”. Waldir refutou veementemente a colocação de Julgman, respondendo que “CFEM não foi feita para consertar mazelas e catástrofes que as mineradoras deixam nos territórios onde atuam”. Waldir disse a CFEM deveria sim ser mais bem especificada com relação a sua aplicação: os próprios municípios quiseram esse detalhamento por época da aprovação das leis que instituíram a CFEM no país. Mas lembrou que ela não é e nem será especificada pelas mineradoras, e fez uma chamada, “cuidem de seus interesses, onde devem gastar os seus recursos. Os recursos da CFEM repassados aos municípios devem ser cuidados pela sociedade, Câmaras Municipais, Tribunais de Contas e pelas prefeituras.

Sobre o discurso de que o recurso deve ser aplicado para contribuir de forma eficaz, Waldir pontuou que a CFEM tem que ser aplicada para ajudar na qualificação profissional da população, na promoção humana, na assistência social, etc. “Ninguém chega pronto para trabalhar em uma empresa. É necessário conhecimento, preparo. Se não mudarmos o discurso (das mineradoras), não entendermos e aceitarmos que a relação entre comunidade e as mineradoras é falha, mal-feita, não vamos conseguir mudar a mineração. Somos radicalmente a favor da atividade minerária, mas não como ela está sendo praticada!!”

“A AMIG é uma entidade que trabalha pelo desenvolvimento da atividade de mineração na visão dos municípios. E na visão dos municípios tem que caber a sociedade dentro dela. Somos nós que estamos mais próximos das comunidades”, finalizou.

Também participaram do encontro Cristiano Parreiras, diretor do Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra), Raul Jugmann, presidente do IBRAM, João Luiz de Carvalho, vice-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM), e Leandro Cesar de Carvalho, superintendente da Agência Nacional de Mineração (ANM), Flávio Roscoe presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerias (FIEMG).

Assista a participação da AMIG no primeiro dia do seminário pelo site: https://www.youtube.com/watch?v=LfntNINu2AY

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